POESÓ

TUDO PODE VIRAR PÓ
OU
POEMA





















sábado, 3 de maio de 2014

ESCADARIA

ESCALADA

AH PARA LHE ENCONTRAR
DOCE AMADA
SOU CAPAZ DE TUDO
DE QUALQUER ESCALADA
SOBRE NUVENS
SOBRE PEDRAS
ICEBERGS
MONTANHAS DE LARVAS
OU DE NEVE
O MEU AMOR
A MINHA PAIXÃO
SE ATREVE
ENTRA POR ENTRE AS TREVAS
ATRAVESSA LABIRINTOS
PARA DEMONSTRAR
O QUANTO É INFINITO
O MEU AMOR
AH PARA LHE ENCONTRAR
DOCE AMADA
SOU INTRÉPIDO ALPINISTA
VIRO ATÉ PICOLÉ
PARA SORVER O SEU ENCANTO
E O GOSTO BAUNILHA
QUE JAMAIS POSSA ENJOAR

Carlos Roberto Gutierrez

poema em forma de escalada

ANGÚSTIA

ANGÚSTIA

ENGOLE
ENGOLE SECO DRY MARTINI
O BITTER DESSES DIAS
DESSAS HORAS DE AGONIA
ALQUIMIA DE SENTIMENTOS
'ANGÚSTIA É FALA ENTUPIDA"
ENTÃO ESCOLHO AS PALAVRAS
MAIS SUAVES
LAGO LÍRIO COLÍRIO VINHO ESPUMANTE
PARA LUDIBRIAR E AFASTAR
AS PEDRAS DA GARGANTA
"ANGÚSTIA É FALA ENTUPIDA"
XAROPE QUE ENTOPE
SENTIMENTALOIDE
E PARA NO MEIO

' Angústia é fala entupida. '

Desirée Gomes
— com Desirée Gomes.

JEANS BÁSICO

JEANS BÁSICO

Cabem nos bolsos do meu jeans básico
muito mais do que objetos
chaves de casa e do escritório
isqueiro TIC TAC
carteira cartões cédulas
algum dinheiro
celular números e mensagens
bateria despertador segredos
pente que às vezes eu esqueço
cabem...cabem...
mas ainda sim sobra espaço
para um lenço ou guardanapo
para improvisar e dedicar um poema de amor
sobra espaço para colocar a sua foto
em minha carteira
e ela se transformar
em guardiã da sua beleza
Cabem nos bolsos do meu jeans básico
tudo que eu preciso para enfrentar
um dia feliz ou trágico
cabem...cabem...
mas se não couber
transfiro o que suspiro por você Baby
para o bolso invisível e mágico do meu coração
esse cofre de sentimentos
que só você sabe a senha e é a chave de tudo

Carlos Roberto Gutierrez

SONHO DE VALSA

SONHO DE VALSA

a foto de Sonho de Valsa.

Rs
bem que eu queria
mas o sonho derreteu
antes do que o chocolate
do bombom
de embalagem brilhante escarlate
concebeu
ser um Sonho de Valsa
um comestível conto de fábulas
um amor eterno
Rs
bem que eu queria
ser mais do que o invólucro
ser o sabor
o doce vício chocólotra
e ela não resistir
fiz Serenata de Amor
tentei um BIS
garimpei um Diamante Negro
me lambuzei de versos
desembrulhei os meus segredos
e tive que comer o chocolate inteiro

Carlos Roberto Gutierrez

cOMO EU VEJO A VIDA

link via Isso Compensa.

como eu vejo a vida

com os olhos carentes
sobressalentes
em lentes embaçadas ou nítidas
saturação de imagens
paisagens e fatos retidos na memória
coisas que eu não quero ver no presente
e finjo fechar os olhos
um futuro cego que me apavora
mesmo assim
algo dentro de mim implora
vá em frente!
com essas lentes
e possíveis bengalas
lentes do amor
lentes riscadas
lentes quebradas
lentes espelhos
que refletem os segredos
de nossos medos
alarmes
pisca-piscas
a vida é um flerte
ou um blefe

Carlos Roberto Gutierrez

HAIKAMIKAZES

HAICAMIKAZES

Noites em insônias

jamais me abandones

sejas sempre sonhos





Beijos úmidos

orvalhos escorrendo

janelas d!alma





Luzes da ribalta

Estrelas se exaltam

e do céu se saltam





Voo de namorados

kamikases do amor

paixão sem asas





Casal casual

imita o sonho Chagal

faz promenade

Carlos Roberto Gutierrez

NÓS

NÓS

nós
somos
sem nós
próximos
ou distantes
nós somos
a soma de nossos sonhos
a multiplicação de nossas afinidades
a divisão de nossos afetos
a subtração de nossos orgulhos
a raiz quadrada de duas árvores
os frutos do futuro
nossos somos a poesia
antes da poeira

Carlos Roberto Gutierrez

poema em forma de nós